sábado, 6 de maio de 2017

Minha Coleção, quem vai herdar?

Uma pergunta que não sai da cabeça de um colecionador - pelo menos da minha! - qual o destino vai ter a sua coleção de selos? 

Herança é algo sempre cobiçado pelas pessoas, tratando-se de dinheiro, ações na bolsa, imóveis, carros, jóias e ouro. Estranho que a filatelia é visto como um estorvo e uma tralha que ocupa espaço em casa. As pessoas  não conseguem associar selos com dinheiro. Apesar que  o ponto que eu quero chegar é outro, não o financeiro.

Pode parecer apego material, mas não é, filatelismo é algo que se carrega pela vida inteira, começasse cedo e termina sendo uma ótima atividade para a aposentadoria - assim espero.

Não existe filatelista aposentado, nunca vi um, ele pode até está parado no hobby mas a coleção esta muito bem guardada e ele adoraria voltar. Todo bom filatelista tem aquele "canto" na casa ou no escritório da sua empresa para guardar e organizar a coleção. Problemas financeiros, trabalho exaustivo e pouco tempo para a atividade termina afastando a atividade filatélica do nosso cotidiano.

Visto isso, o que  é triste é imaginar um péssimo destino para a sua obra de uma vida inteira. Percebo em grupos de sites de relacionamento, pessoas com esses dilemas. Fica notável a decepção do colecionador em ter que vender a coleção por saber que não terá um destino. Terminar abandonada, perdida e muitas das vezes literalmente na lata do lixo.

Chegar aos 90 minutos do segundo tempo e não ter como repassar a coleção e principalmente todo conhecimento que adquiriu durante sua vida filatélica. Normalmente a alegria do filatelista é ver um parente próximo assumir essa atividade. Seria a verdadeira morte em paz para um filatelista, ter o destino da sua obra garantido e preservado.

Lembro de um senhor - devia ter uns 60 anos - que frequentava a feira do selo (Salvador/BA), ele dizia com aquele sorriso amarelo, que a família detestava a coleção dele e o espaço que ela tomava na casa. Ele tinha certeza absoluta que o que tivesse só valor sentimental iria para o lixo e o resto que valesse dinheiro seria vendido. Triste.

Vamos ao meu caso, como já contei por aqui no blog, eu parei por um bom tempo, quando voltei e estava partindo para a organização em álbuns e catalogando as faltas, os fatores que mais me incentivaram foram: Casamento, casa nova com mais espaço e o nascimento da pituca.

Posso está criando um excesso de expectativa pela minha filha, mas farei minha parte de mostrar e até mesmo incentivar. Quem sabe terei uma parceira de atividade para a diversão aumentar.

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